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A arte dramaturgica se apreende lendo, pensando, discutindo e fazendo dramaturgia. É um processo com o qual é preciso acertar o passo para nos inserirmos nele. As técnicas e as ferramentas do fazer, que nasceram com a humanização do homem, devem ser vestidas com as roupas da atualidade para terem sentido nesse velho/novo mundo. Dramaturgia é sempre um encontro, um acerto de contas com o humano, seja no Teatro, no Cinema, na TV ou outras midias.

Calixto de Inhamuns

Oficina de Dramaturgia que acontecerá em Jacarei, São Paulo, a partir de Agôsto.

O Grupo Tecelagem, da cidade de Jacareí, São Paulo, está oferecendo uma Oficina de Dramaturgia com vagas limitadas. O objetivo da oficina é o estudo e a prática da escrita através do conhecimento das técnicas e das ferramenta do fazer dramaturgico, leituras e discussões sobre teoria e a obra dos grandes mestes e o desenvolvimento de um texto teatral por cada participante. No final, alguns textos escolhidos pelo Grupo Tecelagem e o coordenador da oficina serão publicados.

Juliano Espinhos, Alexandre Krug, Amir Haddad, Júnio Santos, Simone Pavanelli, Hélio Froes, Calixto de Inhamuns, Márcio Silveira e Marcos Pavanelli

Nos dia 16, 17 e 18 de Junho realizou-se, dentro do Seminário Nacional de Dramaturgia para o Teatro de Rua, uma realização do Núcleo Pavanelli, o encontro dos dramaturgos, Amir Haddad (Tá na Rua – RTJ), Júnio Santos (Cervantes do Brasil / Movimento Escambo – CE e RN), Márcio Silveira (Grupo Teatral Manjericão – RS), Luciene Borges e Leonardo Lessa (Grupo Galpão – MG), Hélio Froes (Nu Escuro – GO), César Vieira (TUOV – SP); Alexandre Krug (Cia São Jorge de Variedades – SP), Simone Brites Pavanelli (Núcleo Pavanelli – SP) e Juliano Espinhos (Vivarte – AC). No encontro se falou do fazer dramaturgico, dos procedimentos dos participantes e dos seus coletivos, das infinitas formas de ir ao encontro do público e, principalmente, das especificidades do Teatro de Rua e da inserção deste, uma arte pública, nas praças e ruas do Brasil. Também estiveram presentes os integrantes do Núcleo de Dramaturgia do CPTR: Áurea Kapor, Leandro Caldarelli, Luiz Carlos Checchia e Thomas Hoslegrove.

A equipe responsável pela criação artística do espetáculo “As Três Casas”: Beto Magnani, assistente de direção, e Calixto de Inhamuns, Gabriela Rabelo e Paulo Faria autores e diretores

O espetáculo “As Três Casas”, escrito e dirigido por Calixto de Inhamuns, Gabriela Rabelo e Paulo Faria, idealizado por Bri Fiocca e Cecília Magnani e produzido por Sônia Kavatan foi inspirado nos contos de Alfredo Mesquita, o fundador da EAD – Escola de Arte Dramática da USP. Três visões que se atropelam e se fundem para fazer “andar a carruagem (que é o projeto Tríptico Alfrediano) - como diz a parceira Gabriela Rabelo – decidindo o caminho por onde devíamos e devemos passar. Sem solavancos mas com surpresas. Surpresas mansas como costuma ser manso o nascer de um novo dia”. Uma homenagem ao Dr. Alfredo Mesquita um dos mais importantes personagens do Teatro Brasileiro.

Calixto de Inhamuns, Rosi Campos e Maria do Carmo, atores; Ednaldo Freire, cenógrafo e ator; sentado, Luis Alberto de Abreu, autor de Foi Bom, Meu Bem?

No dia santo de 13 de novembro de 2010, comemoramos 30 anos de dramaturgia de Luís Alberto de Abreu. Seu primeiro trabalho, Foi Bom, Meu Bem?, foi montado pelo Grupo Mambembe, com direção de Ewerton de Castro, cenógrafia de Ednaldo Freire, coreografia de Jussara Amaral, músicas e direção musical de Wanderley Martins e Tato Fischer com os músicos Zero Freitas, Chica Brother e Eliane Jardim. O elenco: Ana Lúcia Cavalieri, Calixto de Inhamuns, Génesio de Barros, Maria do Carmo Soares, Norival Rizzo e Rosi Campos. Que o mestre fique mais 30 anos escrevendo coisas boas.

FÓRUM TEATRO DE RUA: Alexandre Mate, Calixto de Inhamuns e Renata Lemes. FOTO AUGUSTO DE PAIVA